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eusouatoa Sexta-feira, Novembro 20, 2009 #Verdadessobremim [Eu posso ser MUITO grossa. Mesmo. Maleducada. E não é culpa dos meus pais, eles são megaeducados. Mas eu saí assim da forma... O paia é que não percebo quando faço grosseria com as pessoas. Muitas vezes machuco gente que eu amo. Quem me conhece de longa data ou aprendeu a ignorar ou sei lá, perdoa. Já peço desculpas de antemão e faço um pedido: se eu fizer isso com você, me fala? Quero parar de bater nos amigos com as palavras.] Feito esse parêntesis, tenho que contar o que me aconteceu hoje. Um flashback: quando fui nAObra com a Lú ficou PARADO me olhando de um jeito muito assustador e psicótico. Ele não largou do meu pé, mesmo quando estava dançando com outros homens amigos na rodinha. Ficou lá parado e deu medinho/irc total dele. Agora, aos fatos: Hoje esse cara psycho aparece na minha faculdade e pára do meu lado bem daquele jeito maluco que ele usou nAObra. - Oi Disse ele. _ Oi. Disse eu desviando o olhar para as minhas amigas com quem estava conversando - Eu te conheci na Obra. Disse ele sem piscar. - Eu sei. Disse eu com muita má vontade. - Como você chama? Disse ele estendendo a mão. - Olha, não conversa comigo. Disse, muito dura, olhando-o nos olhos. - Ué, porque? Perguntou ele, com erro de português assim mesmo - Porque você é esquisito. (sim, disse isso nalata) - Por causa do jeito que cheguei em você na Obra? (MAIS OI? ELE TINHA CHEGADO EM MIM? Meninos, essa estratégia não funciona, fica a dica.) - É. - Ah, desculpe. Prazer em conhecer e se foi não sei pra onde. Nessas horas, fico feliz em conseguir ser grossa. Gente esquisita, larga do meu pé. Talvez até seja um cara legal, mas né? Aprenda a falar com as pessoas, a comportar-se, a ser um ser social. Depois vem falar comigo.
postado por Lívia às 9:50 PM Sexta-feira, Novembro 13, 2009 Um corpo desperdiçado. Os seios caem, murcham. A bariga aumenta. A cintura alarga. A pele enruga. Os olhos perdem o brilho. O cabelo cai, se torna áspero, opaco. Os pés se enchem de varizes. As pernas ganham reentrâncias em lugares estranhos. Os dedos se enchem de nós, as mãos, de calos. Os ombros se contraem para sempre. As costas encurvam. A bunda se encraveja de furinhos e cai também. Nos quadris aparecem estrias. Um corpo que nunca foi conquistado. Ninguém jamais chamou aqueles seios de seus. Agarrou-lhe pelos cabelos. Arqueou-lhe as sobrancelhas em um orgasmo. Estendeu-se sobre a pele cansada. Acariciou os pés, os joelhos, a curva do quadril. O escuro não conta. A pressa não conta. O anonimato não conta. Segue virgem.
postado por Lívia às 12:39 AM Domingo, Novembro 01, 2009 Da janela Ela não sabe o tanto que você é especial. Não consegue te reconfortar quando seus olhos perdem o brilho. Não adivinha quando de repente você se cala por horas e horas. Não valoriza suas pequenas coisas. Reclama. Repreende. Domina. Por acaso já te repreendeu quando pisou na bola? Já deu colo sem perguntar o porquê? Perguntou as coisas certas na hora exata? Mas ela é sua.
postado por Lívia às 4:49 PM Terça-feira, Outubro 27, 2009 Mercado de Mulheres [parte II] Essa, essa aqui é linda! Dá uma olhada para os dentes brancos, seios redondos, cabelos sedosos. Nem uma ruga no rosto, nem uma estria nos quadris, essa mulher está ótima para exibir nos jantares chiques da sua empresa. É perfeita para rechear vestidos caros e preencher espaços com sua exuberância. Conversa baixinho, tem modos delicados e precisa de toda a atenção que puder oferecer. Sabe usar todos os talheres complicados de uma refeição completa em restaurantes de primeira classe. Quebra atoa, mas suporta bem os xingamentos de loura burra, que aliás ela merece. Pode aproximar, pode aproximar, cliente, que essa aqui é mercadoria boa, vinda lá das europas em um carregamento de luxo. É uma mulher cara, tudo bem, mas é assim que tem que ser, com tanta beleza, não pode ficar escondida em varanda. É mulher-troféu que merece um retrato de parede inteira na casa. Canta, toca piano, pinta paisagens, cuida das flores do jardim com uma luva emborrachada. Responde bem a banhos de banheira e cremes nívea de latinha. Não pode pegar sol, prefere caminhar sempre de sombrinha. É mulher da boa para admirar na cama à noite, quando a insônia bate. É boa para violentar ainda dormindo. Pra mostrar quem é que manda. Pra depois secar as lágrimas com um anel de diamantes. Nunca criará problemas com suas amantes, mas terá os dela também. Faz filhos belos e saudáveis, mas não aprendeu ainda a cuidar dos pequenos. Mas é para isso que servem as babás e as amas de leite. Melhor que ela não amamente, para não estragar os seios perfeitos. Quando ficar velha, trancá-la no quarto com água com limão é uma boa solução para evitar a obesidade. Uma boa academia também, desde o começo da relação, a manterá sempre bonita e viçosa. As cartas com propostas de preço serão recolhidas agora. Ofertas a partir do seu peso em ouro: 50 quilos de beleza, sem roupa e sem jóias.
postado por Lívia às 10:09 PM Segunda-feira, Outubro 19, 2009 Mercado de Mulheres [parte I] Aproximem-se, aproximem-se compradores! Esta mulher que lhes apresento aqui não é qualquer uma! É parteira, já vem com uma tesoura para cortar o cordão umbilical e panos brancos para limpar o sangue do nascimento e embrulhar o bebê. É mulher fiel, endurecida. Seu olhar afastar mau-olhado e guerrilheiro bandido. É daquelas que você pode deixar em casa e ir pra guerra sossegado fazer as suas obrigações com o país. Quando voltar, estará no mesmo lugar e a casa estará como nova. Pode levar que você vai ficar satisfeito, senhor esse de chapéu na primeira fila. Essa mulher aguenta surra de cinto, mas não de sapato de madeira, olhe lá, hein? Essa aqui você pode arrastar pro interior do país que não vai reclamar e só vai fazer as suas plantações crescerem e multiplicarem. É estéril, mas quem precisa de mais filhos? É mulher ideal para viúvos. Sabe cantar as cantigas de ninar antigas, troca fraldas, costura, lava, limpa a casa, toca piano e pandeiro, sabe dançar e nunca terá barriga de estrias ou coluna torta. Pode levar, que o preço dela é uma pechincha em comparação ao que ela vale! Dou-lhe uma... cavalheiro de cavanhaque lá do fundo. Dou-lhe duas... senhor de chapéu-coco aqui na frente Dou-lhe três. Pode levar. [gritos]
postado por Lívia às 8:56 PM Domingo, Outubro 11, 2009 Mulher de malandro Não te amo. Você não me olha. Não me beija. Não me satisfaz. Quando a gente estava junto, não era bom. Você não me olhava. Não me beijava. Não me satisfazia. Mas a gente ficava junto. Eu conheci um lado seu que ninguém mais conhece. Te via frágil. E disso eu gostava. Mesmo que você não visse nada em mim. Aí, um dia, sem explicar nada, parou de não-me-olhar. Parou. E eu, burra, não fiquei feliz. Quero chamar a sua atenção. Quero que você me olhe, me beije, me satisfaça. Mesmo sabendo que você não é capaz disso. Quero você só porque você não me quer. Porque me trata mal. Porque vi dentro de você. E gostei.
postado por Lívia às 1:24 AM Quarta-feira, Outubro 07, 2009 Torta Invertida de Ameixa O que leva? 120 gramas de manteiga 1 xícara de açucar mascavo 5 ameixas maduras cortadas em fatias 1 ovo grande meia xícara de iogurte sem sabor (eu usei um que a gente faz aqui em casa) 1 xícara de farinha meia colher de chá de bicabornato de sódio um quarto de colher de chá de sal 1 colher de chá e meia de especiarias (canela - principalmente -, gengibre, noz moscada, cravo) um terço de xícara de castanhas picadas (qualquer uma serve, mas eu usei macadâmia) Como fazer? Pré-aqueça o forno a 165 graus Célcius e coloque 45 gramas de manteiga em uma forma redonda de mais ou menos 20 centímetros. Coloque a forma com a manteiga nesse forno que está se aquecendo. Retire a forma quando a manteiga estiver derretida. Fora do forno, salpique meia xícara de açúcar mascavo e disponha as fatias de ameixa pela forma de maneira a cobrir todo o seu fundo. Em uma vasilha grande, misture a manteiga restante, o ovo e meia xícara de açúcar. Bata com o iogurte. Adicione os ingredientes secos (previamente misturados). Não bata! Apenas misture. Espalhe a massa do bolo sobre a forma com o açúcar, manteiga e ameixas. Ponha tudo para assar no forno já aquecido e retire a torta de lá quando descolar das laterais (de 40 a 50 minutos depois). Deixe esfriar só um pouco (5 minutos) e desenforme num prato bonito. Sirva quente com o chantilly (ou sorvete de creme). Bon appetit! (Julia Child style) A torta fica assim, ó:
postado por Lívia às 11:40 PM Quarta-feira, Setembro 30, 2009 Li no blog da Sílvia a história da Margarida e me emocionei. Chorei pela Margarida, que deu dois beijos decisivos na vida e perdeu a confiança no amor. Chorei pelo filho que cresceu sem um pai por conta de uma fofoca da rua. Chorei pelas mulheres traídas, pelas amantes enganadas. Chorei por mim. Nem nunca fui traída. Nem nunca amei. Mas chorei como se a ferida tivesse sido aberta em mim com uma faca sem amolar. Ser mulher não é fácil, a gente machuca o coração por qualquer coisinha e aí depois fica tão forte que nada mais entra. O coração traumatizado refugiado no meio do couro do Leão de Neméia.
postado por Lívia às 11:18 PM Sexta-feira, Setembro 25, 2009 Brand New Start, do Little Joy, é a maior reresentação dessa primavera de 2009. Alegre, esperançosa, mas um pouco chuvosa. (chorar ouvindo e cantando alto e desafinado essa música é muito emo?)
postado por Lívia às 10:41 PM Quinta-feira, Setembro 17, 2009 Pessoas pediram, segue a receita do bolo de banana com quinua, aveia e castanha do pará Bolo de Cereais Ingredientes 4 ovos 2 colheres de sopa de manteiga 1 xícara de açúcar 1 pitada de sal 3 xuxadas de canela (sim, é assim de inexato) 2 xícaras de banana doce amassada (aproximadamente 5 bananas) 1 xícara de flocos de aveia 1/3 xícara de flocos de quinua 2/3 xícara de farinha de aveia 1/2 xícara de castanhas do pará trituradas 1 colher de sopa de fermento em pó Modo de fazer Separe as claras das gemas e bata claras em neve. Separe. Em outro recipiente, bata açúcar, manteiga, sal, gemas e canela até que a mistura clareie. Adicione as bananas, aveia, quinua e castanhas e misture bem. Por último, acrescente o fermento em pó e as claras em neve, misturando com cuidado. Asse em forno médio em formas de bolo inglês (ou outra de sua preferência)
postado por Lívia às 1:25 PM Quinta-feira, Agosto 27, 2009 Ao terminar a leitura de Retrato de Dorian Gray, algumas coisas vêm à mente de imediato: o que aconteceu na primeira metade do livro?
O que o Oscar Wilde quis dizer com a primeira parte e a série de reflexões sem sentido proferidas pelo Lorde Henry e pelas confusões mentais do Dorian? Porque... assim... boa mesmo é a segunda metade da obra, quando realmente acontecem coisas e as páginas voam nas suas mãos até o último ponto final. Pra quem não sabe a história: Dorian Gray é tipo o cara mais lindo de toda Londres e um amigo seu, meio que apaixonado por ele, é pintor e faz um quadro em tamanho real que é como se o Dorian tivesse sido clonado na pintura. Lorde Henry é um amigo em comum, muito controverso, que vive de fazer discursos contraditórios e rir de toda a sociedade. Dorian conhece Henry naquele dia, quando também o quadro fica pronto e, diante da sua própria beleza e incitado por Lorde Henry, Gray deseja que o quadro envelhecesse em seu lugar e ele continuasse jovem e lindo pra sempre. E... tcharans! É isso que acontece! Dorian sai de uma adolescência inocente para uma vida tresloucada cheia de vícios - e sem ganhar uma ruga. O resto do livro, só lendo. Vá com fé diante das primeiras páginas, muito demagógicas. Vai valer à pena. Ainda este ano sai a última adaptação do clássico pro cinema. Assista o trailler aqui.
postado por Lívia às 9:15 PM Sexta-feira, Agosto 21, 2009 Você estava bonita entre as flores. Sempre gostou de flores. Sua casa sempre perfumada, colorida, alegre. Nós mesmos sempre lhe trazíamos um vaso com cravos, orquídeas, gérberas... Chegávamos em sua casa sem sequer tocar a campainha. Íamos entrando, abrindo caminho entre as visitas que já estavam por lá. A casa sempre alegre, do café da manhã ao leite da noite. Uma bagunça boa, cheia de risadas, gritos de crianças, olhares severos dos pais pedindo decoro - e você só ria, lembrava a caixa de brinquedos que ficava na despensa e logo mais barulho e risos, somados ao som do plático colorido dos divertimentos infantis. Aí chegava a hora do lanche, a mesa farta cheia de biscoitinhos e bolos feitas por suas próprias mãos. O empadão famoso, que você insitiu em supervisionar até os últimos meses. O queijo comprado na porta da sua casa, o melhor queijo do mundo. Agora você está lá, entre as flores. Não são as "flores" suas netas. São flores, flores mesmo, brancas meio amareladas, que te enfeitam. O nariz cômicamente mais alto que todo o resto, levantando o tule branco que puseram para te cobrir. Aí entra aquela palhaçada de gente. Gente boa, gente que te acompanhou durante a vida. Mas esse ritual todo me irrita. Vovó é daquelas que a gente pode fazer carinho na cabeça e despentear. Vovó é daquelas de perguntar todas as coisas e ela responder com toda a paciência. E contar casos e casos. Não é de fazer hora disso ou daquilo. De poder e não poder. Não é de se cobrir e fechar e guardar pro mundo. Mas todos ficamos assim um dia. E era a sua vez de contar no pique. Venha me procurar quando acabar, tá?
postado por Lívia às 10:22 PM Segunda-feira, Agosto 10, 2009 O casaco xadrez que achei no asilo eu dei pra Maíra, que ela que achou, na verdade, eu só resgatei da caixa. Ela conheceu a velhinha dona do casaco. Eu só ouvi a história. Maíra conheceu ela ano passado, quando visitou Diamantina pela primeira vez. Era uma velhinha magrinha, magrinha, que não largava o casaco de jeito nenhum. Era muito vaidosa usava um colar com uma cruz pesada no pescoço. De prata. Sempre muito polida e reluzente. Limpava com dentifrício todos os dias à noite, pra manter o brilho. Ela morreu este ano, antes da primavera. Morreu desidratada. Era daquelas pessoas que nunca incomodam ninguém. Nunca reclamava de nada. Ficava bordando em casa, bordando enxoval pras sobrinhas, pras sobrinhas-netas. Aí foi pro asilo pra bordar pras sobrinhas-bisnetas que viriam. No casaco que a Maíra usa hoje, bordou seu nome em ponto cheio com linha rosa escuro, para combinar com o xadrez de rosa e preto do casaco: Consolação. Gostava também de cantar. Sempre depois da hora da Ave Maria. Às 6h, rezava o terço como mandava a igreja e depois cantava. Cantava as canções de prossissão pra chamar chuva de sua meninez. "Abre a porta povo que ele vem, Jesus. Ele vem cansado do peso da cruz". Cantava com voz arrastada de quem carrega pedras sobre a cabeça ladeira acima pra acabar com a seca da estação. "O peso da cruz é nosso pecado. Nós queremos ser grandes, somos castigados". Nunca incomodou ninguém. Nem quando começou a perder o apetite, se incomodou de dizer que não queria comer aquilo tudo. Foi deixando no prato. Dando pro vizinho do lado que estava sempre com fome. Aí então foi perdendo também a sede. E ela não falava, não falava nada. Bebia meia caneca de água por dia. Ia ficando cansada. Não comia por cansaço. Não bebia por falta de forças. O colar de prata escurecia, mas ela já não fazia nada por ele. Com o tempo, a mão ficou boba o suficiente para não conseguir mais segurar a agulha de bordado. Parou, então, de fazer o enxoval para a última sobrinha-bisneta que veio visitá-la. Fazia tempo que não vinha. Devia ter casado e já ter filho na barriga. Restava a música. Mas, já no fim, nem as palavras conseguia pronunciar. O pessoal do asilo descobriu que estava desidratada. Chamou médico. Colocou a Consolação no soro intravenoso. Não tinha mais jeito, os rins já não funcionavam como deveriam. No seu quarto, entubada, às 6h da tarde, fez sua última prece, em silêncio. Reuniu todas as suas forças e suas colegas de quarto ouviram a melodia da canção de prossição que Consolação sempre cantava. Murmurava debaixo daquele tanto de aparelhos que impediam sua garganta de cantar melhor. "Que Jesus é meu e eu sou de Jesus. Jesus vai comigo e eu vou com Je-esus". Terminou a canção com um floreio vocal. Duas horas depois, estava morta.
postado por Lívia às 4:55 PM Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Blazer Amarelo Esse blazer não é qualquer um. Eu consegui num asilo, de um velhinho que havia acabado de morrer. Morreu de amor. Ele amou uma mesma mulher por mais de trinta anos. Ela se casou pouco depois que ele a conheceu. E ele a amou em silêncio. Por anos e anos à fio. E isso foi consumindo seu coração até ele parar de bater. Quando ele morreu, levantaram o colchão da sua cama e lá de baixo caiu uma cascata de cartas de amor. Nunca enviadas.
postado por Lívia às 2:44 PM Sábado, Maio 30, 2009 E se eu tivesse dito sim, como você me trataria? Como uma amiga? Namorada? Anônima? Prostituta? Você me ligaria depois? Tomaríamos café da manhã juntos? Não fui por medo da minha nudez, da sua força, do nosso desejo. Da namorada a um oceano de distância. Da culpa católica. Não fui e agora, seis meses depois, ainda me pergunto como teria sido se eu tivesse adormecido naquele carro. E acordado na porta da sua casa. E você com aqueles olhos pequenos e doces ia me olhar como se não tivesse outra alternativa. Como se o acaso me houvesse levado até ali. E como ficar com você fosse minha salvação. E depois, hoje, não estaria aqui à 1 e 40 da manhã me perguntando o que teria acontecido se eu tivesse pedido pro seu amigo virar à direita e me levasse até em casa, mesmo depois de você ter dito que eu dormiria na sua. Não dormiria. Não dormi. Cá estou. Cá estamos?
postado por Lívia às 1:46 AM |
| layout de RuX® ¨²°°³ - quaaaaase quase 4.. hehe |